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17 agosto 2022

Reverberações da Floresta | Om.art

Mesmo não estando na floresta, ela reverbera em mim e no meu trabalho. É para lá que meu pensamento voa desde que entrei na Amazônia pela primeira vez em 2017. Foi muito nutritivo estar semana passada entre pessoas tão bacanas num ambiente tão instigante como é a Om.art e contar um pouco sobre este recorte da minha pesquisa de forma presencial depois de uma longa fase de introspeção.

Muito agradecida à Roberta Tavares pelo convite, pelo acolhimento do seu grupo de alunes-fotógrafes do Alfabetismo Visual, pelos amigues presentes e por reconhecer em Oskar Metsavaht uma voz potente na luta pela preservação dos povos originários brasileiros e nossa imensa riqueza, nossa Mãe Floresta.

Registros de @Fernanda Chemale







13 junho 2022

Viva viva! Que alegria estar nesta seleção do Salão Nacional de Arte Contemporânea de Goiás

O time de curadores, composto por André Venzon, Bitu Cassundé, Cinara Barbosa, Marcio Harum e Marisa Mokarzel, selecionou 17 artistas, dois a mais que o previsto no edital, para abarcar um número maior de artistas em consideração ao expressivo número de inscrições. A mostra começa dia 14 de julho, no MAC Goiás.

Álex Ìgbó – BA
Anna Behatriz Azevedo - GO
André Felipe Cardoso - GO
Benedito Ferreira - GO
Bianca Turner - SP
Biarritzzz - PE
Camila Soato - GO
Carlos Monaretta - GO
Evandro Prado - SP
Iris Helena - DF
João Angelini - DF
Leonardo Lopes - RS
Maurício Igor - PA
Patricia Gouvêa - RJ
Paul Setúbal – SP
Valdson Ramos - GO
Virgínia Pinho – CE
Suplentes:
Dariane Martiól – SC
Manuela Costa – GO






30 setembro 2020

Reabertura de Resiliência | Projeto Janelas do Abapirá

Resiliência
(do latim resilio, -ire, saltar para trás, voltar para trás, reduzir-se, afastar-se, ressaltar, brotar)
Propriedade dos corpos que voltam à sua forma original, depois de terem sofrido deformação ou choque.
Capacidade de quem se adapta às intempéries, às alterações ou aos infortúnios.

Na semana passada também finalmente conseguimos reabrir esta instalação de vídeo, colagem de vinil sobre tinta e fotografia concebida para o Projeto Janelas do Abapirá, tratando de temporalidade e resiliência. Resiliência é uma instalação inédita que abriu em 13 de março de 2020, véspera da data que marcava os dois anos do assassinato da vereadora Marielle Franco. No mesmo dia, no entanto, foi decretado o fechamento de todos os estabelecimentos devido à pandemia da Covid-19. O trabalho só pôde ser reaberto em setembro do mesmo ano, quando o país já batia o marco de 140 mil mortes de cidadãos brasileiros, efeito imediato da necropolítica instaurada pelo presidente Jair Bolsonaro desde sua eleição.

O texto crítico é de Gui Martins PInheiro. Ouça o podcast em que comento este trabalho, minhas pesquisas e o impacto do contexto brasileiro e da pandemia da Covid nesta proposta.








28 setembro 2020

Salão de Artes Visuais de Vinhedo e Festival Confluencias de Arte

Depois de 6 meses imersa neste tempo elástico provocado pela pandemia da Covid, neste panorama de incertezas e rupturas que vivemos no Brasil destruído pelo governo bolsonarista, foi com alegria que recebi a notícia da seleção de dois trabalhos em vídeo para dois eventos de arte que este ano tiveram versões online.

O vídeo Sobrevida #19 foi selecionado pelo Salão de Artes Visuais de Vinhedo, SP.  Feito no encontro do Córrego do Feijão com o Rio Paraopeba, em Brumadinho, no exato local onde toneladas de lama tóxica foram despejadas no crime protagonizado pela #valeassassina

O vídeo Suspensão, ainda inédito e realizado em parceria com André Lohmann, foi selecionado para o Festival Confluencias de Arte, na Argentina. 






10 março 2020

Resiliência no Projeto Janelas do Abapirá

Dois dias antes das manifestações convocadas por Bolsonaro contra as instituições democráticas brasileiras irei inaugurar a intervenção RESILIÊNCIA no Projeto Janelas do Abapirá. Espero vcs lá ✊🏻✊🏻✊🏻✊🏻
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Resiliência, 2020
por Patricia Gouvêa

Patricia Gouvêa ocupa as Janelas da Abapirá com uma instalação de vídeo e colagem de vinil sobre tinta para tratar de temporalidade e resiliência, aspectos que aparecem constantemente em sua obra. A artista visual se utiliza de fotografia, vídeo-instalações e performance para discutir questões que permeiam a experiência humana no espaço e no tempo. Resiliência é uma instalação inédita para a ocupação até o início de abril de 2020.

Através de uma imagem recortada e replicada de uma raiz que teima em resistir às ondas para sobreviver em um ambiente desfavorável, e de um mapa preto do Brasil circundado de um campo de cor e textura ocre, ela nos abre a experiência de conexão com essa resiliência brasileira e Latino-americana frente uma opressão que parece nunca acabar.

Para o observador, as obras instaladas nas duas janelas – separadas por pilar de pedra erigido num Brasil ainda escravocrata – ganham uma potência estética ainda maior, e devem importar uma potencial reflexão a quem passa pela Rua do Mercado, no centro histórico do Rio.

Esse trabalho ficará em exposição todos os dias úteis entre 13 de março e 15 de abril de 2020 na Rua do Mercado 45, onde fica a Abapirá – Mercado de Textos e Imagens.

Realizado pela Abapirá dentro do Projeto Janelas no período de 13/03/2019 a 15/04/2020, com curadoria de Bia Monteiro, Guilherme Pinheiro e Glauco Adorno.



31 outubro 2019

SOBREVIDA | Montagem na Galeria Murilo Castro | BH

Depois de uma primeira montagem em 2018 na Galeria Mercedes Viegas, no Rio de Janeiro e de um desdobramento para o projeto de Arte Pública TechNô este ano ocupando a fachada do Oi Futuro Flamengo, SOBREVIDA aportou em Belo Horizonte em outubro, na Galeria Murilo Castro, e segue até 16 de novembro. Os registros da montagem foram feitos pelo fotógrafo mineiro João Dias.

Sobrevida é uma série desenvolvida desde 2017 com trabalhos em fotografia, video, objetos e textos, fruto de uma pesquisa in-progress sobre a resistência da natureza, tanto em locais ditos “preservados”, quanto nas pequenas frestas das cidades onde – apesar do cimento – teimam em operar pequenos milagres. O texto da exposição é assinado pelo físico Luiz Alberto Oliveira, curador geral do Museu do Amanhã e nesta minha primeira individual em solo mineiro apresento novos trabalhos desenvolvidos este ano no Deserto do Atacama (Chile), na Chapada dos Veadeiros Goiás) e em Brumadinho (Minas Gerais), onde o crime da Vale devastou a natureza local e matou centenas de pessoas.

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Este trabalho busca relacionar situações onde a natureza mostra-se como estranhamento, resistência, resiliência, domesticação e poder. Estamos diante de crimes ambientais realizados em série no Brasil. Políticas públicas que nos remetem ao período da Ditadura tem sido revisitadas. Em meio a pactos mundiais pela preservação do meio ambiente, muito é discutido, mas pouco é feito para frear o aquecimento global. Até quando insistiremos num olhar antagônico em relação às nossas coberturas verdes? Até quando vidas não valerão nada? Esta é uma indagação sobre a coisificação crescente da natureza em meio a um cenário de hiperatividade, destruição ambiental, escassez de água e desrespeito aos direitos humanos.



























09 outubro 2019

SOBREVIDA na mídia

A abertura da montagem de SOBREVIDA na Galeria Murilo Castro, em Belo Horizonte (MG) sábado passado foi bem especial e vários veículos deram destaque para a exposição!





30 setembro 2019

SOBREVIDA | Abertura na Galeria Murilo Castro (BH) 5 out 11h

Depois de uma primeira montagem ano passado na Galeria Mercedes Viegas, no Rio de Janeiro e de um desdobramento para o projeto de Arte Pública TechNô este ano ocupando a fachada do Oi Futuro Flamengo, SOBREVIDA aporta em Belo Horizonte este fim de semana! A abertura será este sábado, na Galeria Murilo Castro, de 11h às 17h, integrando o 5o. Circuito 10 Contemporâneo, com aberturas simultâneas em várias galerias da cidade.

Sobrevida é uma série desenvolvida desde 2017 com trabalhos em fotografia, video, objetos e textos, fruto de uma pesquisa in-progress sobre a resistência da natureza, tanto em locais ditos “preservados”, quanto nas pequenas frestas das cidades onde – apesar do cimento – teimam em operar pequenos milagres. O texto da exposição é assinado pelo físico Luiz Alberto Oliveira, curador geral do Museu do Amanhã e nesta minha primeira individual em solo mineiro apresento novos trabalhos desenvolvidos este ano no Deserto do Atacama (Chile), na Chapada dos Veadeiros Goiás) e em Brumadinho (Minas Gerais), onde o crime da Vale devastou a natureza local e matou centenas de pessoas.

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“Este trabalho busca relacionar situações onde a natureza mostra-se como estranhamento, resistência, resiliência, domesticação e poder”, diz a artista. “Estamos diante de crimes ambientais realizados em série no Brasil. Políticas públicas que nos remetem ao período da Ditadura tem sido revisitadas. Em meio a pactos mundiais pela preservação do meio ambiente, muito é discutido, mas pouco é feito para frear o aquecimento global. Até quando insistiremos num olhar antagônico em relação às nossas coberturas verdes? Até quando vidas não valerão nada? Esta é uma indagação sobre a coisificação crescente da natureza em meio a um cenário de hiperatividade, destruição ambiental, escassez de água e desrespeito aos direitos humanos”, afirma a artista.


11 junho 2019

Sobrevida#4 na Cinemateca do MAM/RJ

Sobrevida #4 foi selecionado como instalação no 3o. Festival Ecrã na Cinemateca do MAM de 11 a 21 de julho! A programação está porreta, com debates e 80 filmes com entrada gratuita. 


02 maio 2019

Como falar com as árvores? | Abertura 9/5

De 9 de maio a 28 de junho, a galeria Z42 Arte, localizada no Cosme Velho, Rio de Janeiro, recebe a exposição “Como falar com as árvores”, coletivo de artistas que participaram da residência artística LABVERDE realizada na Amazônia, nos últimos cinco anos. Compreender a natureza como sujeito, reconhecendo que natureza tem história, memória e direitos, é o ponto de partida da exposição que apresenta uma efervescência de processos e técnicas poética e ressignificam a Amazônia em um conjunto plural de linguagens.


03 abril 2019

SUPERVIDA | Arte Pública Oi Futuro RJ

Vou adorar ver vocês neste domingo no Oi Futuro a partir de 13h! Não tenho a menor idéia de como ficará o resultado final de intervenção na fachada, entre um projeto de arte e o resultado final há tantas etapas e o acaso tem também a sua parte... para quem não puder ir domingo convido a passar pela porta nos próximos 2 meses! SUPERVIDA é um desdobramento da pesquisa Sobrevida, que apresentei em 2018 na Galeria Mercedes Viegas.




08 fevereiro 2019

LABVERDE TALK: COMO A ARTE PODE TRANSFORMAR NOSSA RELAÇÃO COM A NATUREZA?

Acreditando na sensibilidade das artes para entender a natureza como sujeito – reconhecendo que natureza tem história e direitos de existência – o programa LABVERDE – Imersão Artística na Amazônia busca entender como a natureza opera e é protagonista na manutenção e expansão da vida.

Criado pela Manifesta Arte e Cultura em cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), LABVERDE é um programa voltado para artistas e criadores que desejam compreender e refletir sobre a natureza, a paisagem e a estetização da ecologia. Uma vivência intensiva na maior floresta tropical do mundo, mediada por uma equipe de especialistas nas áreas de arte, filosofia, biologia, ecologia e ciências naturais.

A vivencia sensorial, emocional e profunda com o ambiente natural possibilita o início de múltiplas investigações artísticas que seguem diferentes metodologias e visualidades e que não priorizam o ambiente institucional das artes para seguirem seus cursos. Criações livres que apontam caminhos, processos e conceitos compromissadas com valores éticos e políticos que sutilmente revelam o lugar da natureza para o mundo.

28 maio 2018

Sobrevida [On-living] | Galeria Mercedes Viegas

Registros da montagem da exposição Sobrevida, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, Brasil
de 9 de maio a 16 de junho de 2018
texto de apresentação de Luiz Alberto Oliveira

Views of the solo exhibition Sobrevida [On-living], Mercedes Viegas Gallery, Rio de Janeiro, Brazil
from 9 May till 16 June 2018
presentation text by Luiz Alberto Oliveira

@Jaqueline Vojta