26 setembro 2022

Novo livro: Do Amor

Sábado passado fizemos um pré-lançamento do meu novo xodózinho no 18o. Festival Internacional Paraty em Foco e agora seguimos com os lançamentos no Rio e São Paulo! 

De 2018 a 2022 frequentei aplicativos de relacionamento, formando uma coleção tanto afetiva quanto “abismada”.  O fotolivro “Do Amor” é o resultado desta experiência, e mostra como o difícil momento da polarização política do país invadiu o campo dos afetos e desejos.  

Editado pela {Lp} press, o livro de 96 páginas, pouco maior que um celular, apresenta perfis e diálogos permeados pelos ruídos típicos das relações virtuais contemporâneas.  

O lançamento no Rio terá um bate-papo com o editor Rony Maltz e será no dia 1/10 às 16h, véspera das eleições, no Agô Bar da Encruza [Rua Áurea, 30, Santa Teresa, RJ], uma ação entre amigues para que possamos abrir os caminhos com muito axé e boas energias para o nosso país!

Em São Paulo lançaremos no dia 8 de outubro às 15h na Lovely House Casa de Livros, que fica na Galeria Ouro Fino, 2ºandar, Rua Augusta 2690 #329, também com a presença do editor Rony Maltz, que escreveu sobre o fotolivro:

"Amar é foda. Ou antes fosse. Em tempos de virtualização crescente, tocar o outro é cada vez mais raro, em todos os sentidos. Nos encastelamos em nossas bolhas, caixas de ressonância de nossas próprias opiniões, alienando a diferença e impossibilitando a abertura para o novo (ou para o novinho). Patricia é uma mulher de 48 anos, divorciada, disposta a furar a bolha. Por quatro anos, de 2018 a 2022, ela desbravou o universo dos aplicativos de relacionamento, sem filtros, disposta a novas experiências - políticas, estéticas, afetivas e sexuais. Do amor é resultado dessa imersão, registro fragmentado de alguns desses encontros e, por tabela, de certo modo de relacionamento contemporâneo, com toda sua liberdade e todos os seus ruídos. Ao levar para o papel sua experiência nas telas, sem a proteção de avatares, Patricia Goùvea compartilha uma coleção tanto afetiva quanto abismada e alguns de seus dilemas nada virtuais com o mundo atual, permeado de fissões sociais e políticas que não vão embora num arrastar de dedo por uma tela de celular."




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